Assistência técnica de forno
O sistema decide sozinho o que entra na fatura: contrato cobre, garantia não cobra duas vezes, e orçamento sem o sim do cliente trava a execução. Quem atende não precisa lembrar da regra — ela já está aplicada.
Feito para assistência técnica de forno que já perdeu dinheiro executando antes do orçamento voltar aprovado.
Peças aplicadas
Situação do chamado
O custo fica registrado nos três casos — é ele que diz, no fim do mês, se o contrato está dando lucro. Não cobrar não é o mesmo que não apurar.
Representante autorizada
Instalação, manutenção preventiva e corretiva, peça de reposição e venda de equipamento novo — com a ficha do fabricante e o histórico de cada forno dentro do sistema. Quem atende conhece a linha AM de esteira porque é a autorizada dela.
A noite de sábado
Um forno parado às dez da noite de sábado não é “urgente”: é uma pizzaria fechada. O chamado nasce com prazo conforme a prioridade — quatro horas para forno parado, vinte e quatro para alta — e a fila mostra o que estourou em vermelho, que é a única coisa vermelha da tela.
Ninguém digita “resolver até”. A prioridade define, e o relógio anda sozinho.
Modelo, número de série, data de instalação e todo o histórico de manutenção daquele equipamento. O técnico não começa perguntando.
A trava é do banco, não da tela. Sem laudo o chamado não fecha — e é o laudo que sustenta a garantia depois.
A rota
A semana aparece por técnico, com a carga somada em horas — é o número que impede marcar seis visitas de uma hora entre oito e meio-dia. E ao lado, sempre visível, a lista dos chamados que ninguém colocou na rota.
Uma agenda que só mostra o que já foi marcado parece vazia e correta ao mesmo tempo: o dia está tranquilo justamente porque quatro clientes estão esperando fora dela.
Dentro do cliente
O técnico entra no sistema e cai direto no dia dele — só a rota dele, na ordem dela. Três ações: cheguei, apliquei a peça, fechei com o laudo. E o saldo da van vem junto, para ele saber se tem a peça antes de sair, e não descobrir dentro do cliente.
Antes disso, o laudo era escrito na retaguarda no dia seguinte, de memória e às vezes por outra pessoa. Laudo escrito de memória não serve de prova na garantia — que é justamente para o que ele existe.
Não há escolha de origem nessa tela: o técnico não tira peça do almoxarifado estando na cozinha do cliente.
Quem monta a rota decide a ordem. Abrir o técnico na fila seria dar a ele uma decisão que não é dele.
O sim do cliente
Enquanto houver orçamento enviado e não aprovado, o chamado não recebe peça e não conclui. Não é um alerta na tela com o botão continuando ativo: é recusa, e ela vem do banco de dados.
O Código de Defesa do Consumidor veda executar serviço sem orçamento prévio e autorização expressa. O sistema não deixa, e por isso não depende de alguém lembrar.
Por isso mandar um valor novo zera a aprovação anterior: o cliente aprovou um preço, não um chamado.
Perda sem razão registrada vira uma contagem, e contagem não ensina nada sobre o preço que se está praticando.
Estoque
O lugar é o par peça-e-técnico: sem técnico é o almoxarifado, com técnico é a van dele. Transferir é um lançamento de saída e um de entrada, na mesma transação — o total não muda, o lugar sim.
Com um saldo só por peça, o número fecha enquanto o depósito está vazio e três unidades rodam em três vans. O comprador só descobre quando precisa da peça e ela não está em lugar nenhum que ele alcance.
A van não empresta o que não tem, mesmo com o almoxarifado cheio. A recusa diz de qual van se trata.
Sem isso, a margem do chamado de março muda quando o fornecedor reajusta em maio.
Contrato
A fatura de cada mês fica guardada com a competência, o vencimento e o valor daquele mês. Reajuste em março não muda a fatura de janeiro, contrato suspenso em maio não gera a de junho, e uma fatura cancelada continua explicando por que aquele mês não entrou.
A trava é a chave única de contrato mais competência, no banco. Dá para clicar de novo depois de acrescentar um contrato no meio do mês sem medo.
Somar tudo que está em aberto faria o painel piscar vermelho no dia 1º, quando ninguém deve nada ainda — e alarme que toca sem motivo é alarme que se aprende a desligar.
Cancela-se com motivo. E paga não volta a ficar aberta: se houve devolução, o caminho é o estorno.
Comercial
Funil, proposta e venda no mesmo sistema — porque a oportunidade quase sempre nasce dentro de um chamado. O total, o custo e a comissão são derivados dos itens, e perder uma oportunidade exige motivo escrito.
O que ele recusa fazer
Uma vez em código, e outra como restrição do banco de dados. A duplicação é deliberada: validação de tela é contornável por um script, um importador ou um cadastro em massa — restrição de banco não é.
| O sistema recusa | Por quê | Fonte |
|---|---|---|
| Aplicar peça com orçamento pendente | Executar antes do sim é trabalhar de graça | CDC art. 39, VI |
| Concluir com orçamento pendente | A aprovação obriga as partes; sem ela não há preço acordado | CDC art. 40 |
| Recusar orçamento sem motivo | Perda sem razão registrada é só uma contagem | Regra do produto |
| Faturar reincidência dentro da garantia | É cobrar duas vezes o mesmo conserto | CDC art. 26, II |
| Faturar chamado coberto por contrato | A mensalidade já é o que se cobra | Regra do produto |
| Concluir sem laudo e sem técnico | Sem laudo, a próxima visita começa do zero e a garantia não prova nada | Regra do produto |
| Deixar saldo de peça negativo em qualquer lugar | Van vazia com depósito cheio é falta, não é saldo | Regra do produto |
| Gerar a mesma mensalidade duas vezes | Cobrança em dobro é o cliente pedindo o dinheiro de volta com taxa | Regra do produto |
| Reabrir fatura paga | Se houve devolução, o caminho é o estorno — que fica registrado | Regra do produto |
| Apagar chamado, lançamento ou trilha | Nada que é prova tem caminho de exclusão | Regra do produto |
Toda recusa chega na tela com o texto e a fonte. Quando não existe dispositivo legal, a fonte diz “Regra do produto” com todas as letras — vestir regra de negócio de lei faz o atendente citar norma inexistente para quem vai conferir.
VelloPizzaria · o outro lado
Pizzaria que usa o VelloPizzaria abre o chamado de dentro do próprio sistema, numa tela chamada “Meu forno”. Ele chega na sua fila já com o modelo, o número de série e o histórico — e o cliente acompanha o andamento sem ligar para perguntar.
Os dois produtos vivem num banco só, e a ponte é estreita de propósito: o cliente vê situação e prazo, e nunca vê o seu dinheiro. Nem o valor da peça, nem a mão de obra, nem a margem.
Antes de você perguntar
Esta seção existe de propósito. É mais barato você descobrir aqui do que na terceira semana de uso.
A ordem da rota é escolhida por quem monta a agenda. Não há cálculo de trânsito nem otimização de caminho.
A NFS-e é municipal e cada prefeitura tem o seu padrão. O que existe hoje é a nota do lado da pizzaria (NFC-e), por gateway.
A tela de campo é feita para o navegador do telefone, e é honesta sobre isso: funciona online.
A fatura é o que se tem a receber. O Pix ou o boleto que sai dela depende de conta no provedor de pagamento.
O catálogo de equipamento do parceiro é referência: modelo, foto e contato. Não vende forno e não intermedeia pagamento.
Não há consulta a base externa. O que você cadastrar é o que fica gravado.
A gente sobe a sua carteira, os fornos instalados e os contratos que você já tem, e você roda uma semana de chamados antes de decidir qualquer coisa.